Um dia eu imaginei que as pessoas mudariam, que iriam acordar pela manhã, tomar café puro e forte numa caneca de freeshop e ler seus jornais. Imaginei que andariam pelas ruas com páginas de esporte debaixo dos braços e, ao sair do metrô, deixariam as notícias para que os próximos lessem.
No passado eu pensei que haveria evolução; que houvesse menos pensamentos sobre guerras, maldades e conspirações impossíveis e inimagináveis. Idealizei que haveria menos preocupação com o pensamento alheio, com as atitudes tomadas, com a vida dos outros, com sua sexualidade, com sua moda.
Talvez hoje o mundo fosse movido mais pela arte e por atitudes movidas unicamente pelo amor. Talvez nem houvesse mais os “ismos”: fanatismo, egoísmo, egocentrismo, racismo...
Eu cheguei a imaginar que nunca me enganaria novamente, mas, como sempre foi costume, eu me enganei.
Nada mudou. O mundo não é movido à arte, os “ismos” existem e estão mais fortes, os povos ainda choram, ainda há vazios nos peitos e não encontramos nenhum jeito.
Os homens ainda batem nas mulheres, os irmãos ainda não se importam uns com os outros, o governo ainda rouba milhões das populações, os negros ainda são descriminados, os homossexuais continuam sendo mortos, as religiões ainda promovem guerras e pessoam continuam morrendo de fome...
Eu me calei... Não sei o que fazer!
Um comentário:
Delicado e atormentador.
Nós nos calamos.
Muito bom.
Postar um comentário