domingo, agosto 02, 2009

Sunlight

São finais conturbados e turbulentos. E são dores alucinantes e dúvidas infinitas sobre o tudo e o nada.
Às vezes o mundo parece ridículo demais pra ser de verdade, pra ser real e palpável. E, às vezes, ele parece surreal demais justamente por ser tão perfeito. A vida e sua facetas, e seus lados, e seus caminhos...

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E, então, você se perde nos braços dos abraços das meninas e seu mundo se torna tudo ao mesmo tempo. São as pupilas grandes e brilhantes que refletem o momento exato em que seu coração parou de bater por um milésimo de segundo no qual você acabou por sentir amor. E aquela parcela de segundo fez sua vida passar diante dos seus olhos e ver que aquilo é o que você sempre quis.
Você chora. Chora porque seu corpo simplesmente não suporta. Os olhos cedem porque sabem que aquilo é tudo o que eles esperaram a vida inteira.

Tudo é ideal e compatível. São as meninas, os amigos, as famílias.
E você percebe que ver o sol nascer se torna perfeito.

sábado, julho 25, 2009

Thx, Sister!

Me cansei...
E que meu cansaço não se transform em rancor. E que o
rancor não deixe as coisas congelarem de uma forma
irreparável.
Que as preces aqueçam, que os corações batam, que os olhos
olhem e vejam, que a paciência se exercite, que a
consciência permaneça, que a crença se fortaleça...
Que eu caia e saiba levantar e que você não se baseie em
mim, ou dependa de mim. Que você caia e levante só... e
que aprenda a ser só.
E que não haja rancor... que não haja rancor...
Eu quero ir para qualquer lugar e ser levada pelos
caminhos certos, incertos, claros e escuros... E que não
me siga.
Faça com que eu viva e eu viverei.
Viva sua própria vida e eu viverei.
Me deixe voar.
Eu já sei bater as asas.
Me deixe voar.
Eu já estou voando!

terça-feira, julho 21, 2009

Piccola Sorella

É amor e é incondicional... Como se cada fibra do meu corpo tivesse isso como uma imposição, como se cada célular parasse de respirar por um instante.
Não é exagero e nem é um romance Shakespeariano. Tudo é muito mais simples. Nada precisa ser fantasiado ou mascarado.
Não estou buscando o usual. às vezes basta falar a verdade: Eu sou movida pela saudade!
Disso eu sei e ninguém precisa dizer... Você é felicidade.

sábado, julho 18, 2009

Curls

De seus cachos...
Deles eram meus relatos
E os acariciava desejando que fossem meus
sem deixar de ser seus

Afinal, meus relatos
eram sobre os seus cachos...
... os lábios, a pele, os beijos, os casos

Mas agora...
Agora que sei que não são meus aqueles seus
Nada me resta que continuar olhando
para os meus sapatos

quarta-feira, julho 15, 2009

The Beginning

Oi - prazer - abraço - beijo - rosto - jantar - casa - sonho - manhã - trabalho - telefone - carro - celular - carro - casa - banho - perfume - hidratante - vestido novo - buzina - novos pares de sapato - chaves - porta - calçada - carro - oi - beijos - olhos - olhar - sorriso - rua - semáforo - beijo - semáforo - beijo - semáforo - beijo - parada - restaurante - vinho - pedido - água - prato - vinho - água - sobremesa - café - conta - mão na cintura - porta - rua - carro - rua - semáforo - beijo - semáforo - beijo - parada - minha casa - convite - porta - beijo - sala - beijo - escada - beijo - porta - beijo - quarto - beijo - cama - beijo - beijo - beijo - beijo - cama - beijo - ela - coração - pulso - coração - pulso - beijo - pulso - ela.

domingo, julho 05, 2009

It's still the same

Um dia eu imaginei que as pessoas mudariam, que iriam acordar pela manhã, tomar café puro e forte numa caneca de freeshop e ler seus jornais. Imaginei que andariam pelas ruas com páginas de esporte debaixo dos braços e, ao sair do metrô, deixariam as notícias para que os próximos lessem.


No passado eu pensei que haveria evolução; que houvesse menos pensamentos sobre guerras, maldades e conspirações impossíveis e inimagináveis. Idealizei que haveria menos preocupação com o pensamento alheio, com as atitudes tomadas, com a vida dos outros, com sua sexualidade, com sua moda.


Talvez hoje o mundo fosse movido mais pela arte e por atitudes movidas unicamente pelo amor. Talvez nem houvesse mais os “ismos”: fanatismo, egoísmo, egocentrismo, racismo...


Eu cheguei a imaginar que nunca me enganaria novamente, mas, como sempre foi costume, eu me enganei.


Nada mudou. O mundo não é movido à arte, os “ismos” existem e estão mais fortes, os povos ainda choram, ainda há vazios nos peitos e não encontramos nenhum jeito.
Os homens ainda batem nas mulheres, os irmãos ainda não se importam uns com os outros, o governo ainda rouba milhões das populações, os negros ainda são descriminados, os homossexuais continuam sendo mortos, as religiões ainda promovem guerras e pessoam continuam morrendo de fome...


Eu me calei... Não sei o que fazer!

quinta-feira, janeiro 08, 2009

Regressar

O tempo está suspenso e eu já não acompanho as batidas do coração, eu já não respiro, não danço conforme a música, não canto conforme a letra.
Estou de regresso. É o retrocesso da vida. Estou olhando pra trás procurando por um espaço, por um pedaço. Procuro pelos erros e acertos... Mais pelos acertos que pelos erros.
É inútil. Eu não encontro nada. As lembranças já não são minhas. Minhas lembranças não são de mais ninguém.